terça-feira, 24 de março de 2020

Homenagem aos Heróis e aos Antepassados

Compartilho com você um texto que escrevi com algumas reflexões que tenho feito em função da pandemia do covid19. Espero que encontre eco em vocês - e gere sentido para esse momento tão desafiador.
Com o carinho de sempre, Adriana. 💞  
Já passamos por duas grandes guerras mundiais, e os mais pessimistas sempre alertaram para a possibilidade de uma terceira. E eis que ela chegou! Mas, ao contrário das duas anteriores, que colocaram humanos contra humanos, essa de agora nos convoca a sermos planetários. São os humanos contra o covid19. E, desta vez, os heróis são os membros das equipes em hospitais: guerreiros e guerreiras guardiões da Vida, que lutam incansavelmente para nos proteger e que buscam pacientemente nos indicar o melhor caminho para combatermos esse inimigo. Minha total admiração e gratidão a estes que estão na linha de frente. Eles fazem a diferença!
Quanto a nós, vamos passar por isso assim como nossos pais, avós e bisavós passaram. Eles nos deixaram o legado da superação, da busca de alternativas viáveis, da valorização do que realmente importa. Tenhamos prudência neste momento, solidariedade no coração e gratidão na alma.
Se você quiser, compartilhe a história de superação de um de seus antepassados. Resgate a sua força, tornando público aquilo que sustenta a sua Vida desde a origem. Vamos lembrar e honrar aqueles que abriram o caminho antes de nós e nos deixaram sua mensagem de força registrada em nosso DNA.
Fiquem bem! 💖

domingo, 30 de outubro de 2016

Quando o imprevisto acontece, a solidariedade faz a diferença.

Projeto: Férias em Cancun.
Data: 18 de julho de 2016.

Seguimos para o aeroporto Eurico Sales, em Vitória (ES), prontos para dar início às tão sonhadas férias em família. Mala pronta, documentos em mãos, fila para check in enfrentada com a motivação de quem está a algumas horas de chegar ao destino final. Passaportes verificados, mala despachada, cartões de embarque emitidos, fila da inspeção superada, embarcamos rumo a Guarulhos (SP). Chegamos com pequeno atraso, e seguimos direto para o guichê da American Airlines para validar o embarque internacional. Foi onde o imprevisto resolveu entrar em ação. E onde a solidariedade veio ao nosso encontro.

Jackson Carvalho estava do outro lado do balcão e nos recebeu de forma atenciosa. Pegou nossos passaportes para verificar o visto americano já que a primeira escala seria em Miami, e percebeu um detalhe: o visto americano do Alejandro está dentro da validade, no passaporte argentino. Porém, desde 2008, quando ele se naturalizou brasileiro, seu passaporte passou a ser brasileiro. E o governo americano não permite o uso de passaportes de diferentes nacionalidades. Em resumo: Alejandro não poderia seguir viagem, pois não ia conseguir entrar em Miami. Imediatamente, Jackson começou a buscar informações mais seguras com seus superiores, e foi-nos confirmado o impedimento. Ao mesmo tempo, ele tentava encontrar opções viáveis para que a família seguisse viagem. Apesar de toda essa solidariedade, não conseguimos nada que fosse viável e, cercados de desapontamento, solicitamos que a mala fosse retornada. Ele cuidou de todo o procedimento, inclusive nos apresentando ao rapaz que iria nos entregar a bagagem.

Seguimos para a sala da Latam para verificar quais os procedimentos para solucionar nossa situação. Fomos, então, atendidos por Costa que, prontamente entendeu toda a situação e se empenhou em buscar uma solução. Solicitou que aguardássemos e vimos toda a sua dedicação em um ir-e-vir constante. Quase uma hora depois, retornou com as respostas: seríamos levados a um hotel próximo e, na manhã seguinte, voltaríamos para Vitória. Além disso, Costa realizou todo o procedimento de remarcação de novas passagens Vitória X Cancun X Vitória, garantindo, dessa forma, que nosso sonho continuasse viável – um alívio em meio a tantos imprevistos! Em seguida, nos apresentou à Francis que, gentilmente nos acompanhou até o guichê da Latam. Lá fomos atendidos pela Ivete e pelo Villa. Também eles se empenharam em garantir que chegássemos bem ao hotel, com jantar e taxi. Já passava da meia noite, estávamos há mais de 8 horas fora de casa, frustrados com o impedimento de realizar nossas sonhadas férias, com sono, com fome e com frio. A solidariedade de todas essas pessoas, que nos olhavam nos olhos entendendo nossa frustração, que nos sorriam na esperança de que isso acalmasse a decepção, que trabalhavam de forma ágil para que nosso sofrimento terminasse logo, fez toda a diferença.


Jackson Carvalho (American Airlines), Costa, Francis, Ivete e Villa (Latam) são exemplos vivos do poder restaurador da solidariedade. Nenhum deles conseguiu evitar nossa frustração nem aliviar a decepção de ver um sonho ser roubado pelo imprevisto. Mas todos eles nos acalentaram com sua solidariedade e seu empenho em realizar um trabalho em prol do nosso bem-estar. Isso se chama qualidade – qualidade de atendimento, mas, acima de tudo, qualidade de ser humano. A essa equipe de terra nosso muito obrigado! Vocês fazem a diferença. Em terra, e no planeta Terra.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

The Olympic Flame enlightens Vitória, Espírito Santo



     Legend says that the Greek hero Prometheus and his brother were given the task of populate Earth, creating all the species, including humankind. To achieve this aim, they received clay and a certain amount of gifts to be given to each creature. They shaped all the animals, giving each one a singular ability: wings to fly high, claws to grab hard, sharp teeth to fight, shells for protection, the skill to breathe under the water. Furthermore, they also distributed the gifts: courage, speed, strength, accuracy, determination, endurance, etc. At the end of their work, Prometheus took what had been left from the clay, and shaped the last creature: man. He looked at his artwork and was pleased. However, he realized that there was no gift left to be given to this last creature. And, without wings, claws, shell, anything that could protect it, this creature was very vulnerable amongst other beings. How would this last individual stand out? Prometheus was very clever, and found out the answer in a glimpse. He went to the Olympus, the sacred dwelling of gods, stole a flame of their sacred fire and gave it to men. In so doing, he made humanity superior to any other living being: humankind holds Hestia’s fire within.
     The Olympic Games were meant to reveal the full potential of Hestia’s flame in us. When athletes give their best, they fly without wings, they fight without claws, they swim without gills, they show humans’ full power, tailored with courage, determination, resilience, and so many other attributes worthy of the gods from the Olympus.
     Today, the Olympic Flame will be here in Vitória. It will shine on our streets, it will  be held up high in the hands of both great athletes and ordinary people. Because we are all humans and the sacred flame shines within us all! May the Olympic Flame remind us of our ability to shine bright, to do better, to try harder, to overcome our daily limits, to conquer our everyday victory. Hestia’s Flame invites us to reveal, in words, in feelings, in actions, that we are all creatures of the Light! The Flame goes from torch to torch, lighting the next torch without extinguishing its own fire. That is the gift of light: to illuminate any darkness, to multiply when it is divided, to activate others just by standing close, always shinning bright!
    Today, the Olympic Torch, which brings the flame that shines forever, will be on the streets of our city. The Olympic Torch enlightening a place called Victory! May the light that it brings activate the Light within us. That’s the Torch’s message. That’s the Flame’s invitation. That’s the Olympic call. Let’s try harder! Let’s win! We are humans with light within. Let’s shine bright!


This text was written as a homage to some friends that will be conducting the Olympic Flame on the streets of Vitória: Neymara Carvalho, Pierre Almeida and Fábio Luiz. And, also, to honour every person that makes the Olympic Spirit a way of living. People that win the great game of Life overcoming problems with dignity and respect.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Chama Olímpica ilumina Vitória do Espírito Santo

     














    Conta a lenda que Prometeu e seu irmão teriam a tarefa de povoar a terra, criando os homens e todos os animais que a habitariam. Para isso, receberam barro e uma quantidade de dons que seriam distribuídos entre as criaturas. Assim, eles criaram os animais, dando a cada um uma habilidade específica: asas para voar nas alturas, garras para segurar com firmeza, dentes afiados para lutar, carapaça para se proteger, capacidade de respirar dentro da água. Além disso distribuíram os dons: coragem, rapidez, força, sagacidade, determinação, perseverança, etc. Ao fim dos trabalhos, Prometeu pegou o resto de barro e fez uma última criatura: o homem. Ele olhou sua obra e ficou feliz com o que viu. Mas percebeu que não havia mais dons para aquele ser, e, sem asas, sem garras, sem carapaça, sem nada que lhe protegesse, ele ficaria muito frágil diante de todas as demais criaturas. Como fazer para que esse ser pudesse se destacar? Rapidamente Prometeu encontrou a resposta, e colocou em prática seu plano. Foi até o Olimpo, morada sagrada dos deuses, roubou o fogo dos deuses e o entregou aos homens. Dessa forma, os humanos tinham em si algo superior a todos os outros seres: tinham a chama do fogo de Héstia dentro de si.
     Os Jogos Olímpicos têm como objetivo revelar o potencial da chama de Héstia em nós. Os atletas, ao darem o seu máximo, voam sem ter asas, lutam sem ter garras, nadam sem ter guelras, mostram a potência do humano, lapidada com coragem, determinação, superação, e tantos outros atributos dignos dos deuses do Olimpo.
     A Chama Olímpica vai estar hoje aqui em Vitória. Vai brilhar em nossas ruas, sendo conduzida pelas mãos de atletas e de pessoas comuns. Porque somos todos humanos, e a chama sagrada brilha dentro de cada um de nós! Que a Chama Olímpica possa nos lembrar da nossa capacidade de brilhar, de fazer melhor, de ser mais, de superar os limites diários, de conquistar a vitória a cada dia. A Chama de Héstia nos convida a revelar, em palavras, em sentimentos, em ações, que somos filhos da Luz! A Chama passa de tocha em tocha, acendendo sem se apagar. Porque assim é com a luz: ilumina qualquer escuridão, se multiplica quando é dividida, ativa outras quando se aproxima, brilha forte e brilha sempre!

     Hoje a Tocha Olímpica, trazendo a chama que sempre brilha, vai estar nas ruas da nossa cidade. A Tocha Olímpica iluminando um lugar que se chama Vitória do Espírito Santo! Que a Luz que ela carrega possa ativar a Luz que há em nós. Essa é a mensagem da Tocha. Esse é o convite da Chama. Esse é o chamado Olímpico. Sejamos mais! Vamos vencer! Somos humanos com Luz! Vamos brilhar!

Esse texto foi escrito em homenagem aos amigos que vão conduzir a Chama Olímpica pelas ruas de Vitória: Neymara Carvalho, Pierre Almeida e Fábio Luiz. E, também, em homenagem a todas as pessoas que fazem do espírito olímpico uma forma de ser no mundo. Pessoas que vencem o grande jogo da Vida com dignidade, respeito e superação. 

domingo, 15 de maio de 2016

Uma noite encantada

     Eu vivi um momento mágico! Fui testemunha da força que emana de um grupo que tem sua voz reconhecida e legitimada. E pude perceber a potência que surge quando uma plateia vibra junto e faz ecoar os sonhos, os aprendizados e a mensagem que ouvem. Pessoas comuns conseguem, juntas, vibrando na mesma sintonia, transformar uma noite comum, em uma noite encantada. Foi isso o que aconteceu ontem à noite, na Barra do Jucu.

     
     No mesmo local, há 2 meses atrás, eu encontrei um grupo de adolescentes dispostos a participar do Projeto Torcida Sintonizada. Todos eles fazem parte da escola de body board do Instituto Neymara Carvalho, e estavam interessados em ouvir o que tínhamos para dizer. E ouviram as experiências de vida dos atletas capixabas, ouviram as narrativas dos colegas, ouviram as histórias que vibravam dentro deles mesmo, ouviram versos e rimas de músicos capixabas, ouviram aquilo que ecoava neles, ouviram os conselhos de como transformar sentimentos em voz e melodia. E, então, eles falaram. E, quando falaram, pudemos ouvir frases potentes, mensagens de fé e esperança, certezas mescladas com aprendizados. Eles transformaram sonhos, aprendizados e legados em um rap com acordes de reggae, e fizeram um hino.

   Um hino que foi apresentado no palco (da vida), durante um evento cultural na comunidade onde eles moram, para pessoas com as quais convivem. Subiram no palco, e fizeram história! Força, Foco e Fé! – era a mensagem que compartilhavam com a plateia. Força, Foco e Fé! – era o convite que faziam ao coração de cada pessoa que os ouvia naquele momento. Força, Foco e Fé – era a frase que ecoava de forma tão clara e potente, que virou uma só voz. Força, Foco e Fé – foi o que todos sentiram, presenciaram e puderam cantar naquela noite encantada.

     Eu vivi um momento mágico! Um momento em que pessoas comuns potencializam o seu melhor e transformam silêncio em som, distância em harmonia, sonhos em realidade. Saí desse encontro com uma certeza: se as pessoas podem transformar uma noite comum, em uma noite encantada, se as pessoas podem se unir em prol de construir histórias significativas e momentos transformadores, se as pessoas conseguem agir de forma voluntária e colaborativa com o intuito de confraternizar e produzir sentido, então ainda há esperança. Força, Foco e Fé!


Esse texto foi escrito em homenagem e reconhecimento ao trabalho em equipe realizado durante o Projeto Torcida Sintonizada. Um trabalho totalmente voluntário, e plenamente eficiente.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Gratidão

       Conectar pontos é uma arte! Uma arte que monta histórias de vida... Quando conectamos pontos significativos, temos uma história significativa. Quando conectamos pontos felizes, contamos uma história feliz. Quando conectamos pontos de superação, estamos diante de uma história de superação. Os pontos que conectamos revelam o tema da história... E toda história busca uma continuidade, uma forma de manter a narrativa acontecendo. Por isso é importante perceber quais pontos estamos conectando para contar nossa história.
       Sendo hoje o último dia de 2015, fica uma pergunta: quais pontos de 2015 você escolheu conectar?  Pois a sua história continua em 2016...
       Eu escolhi conectar pontos muito especiais. E o tema da história que decidi contar é Gratidão. Se você está lendo essa mensagem é porque você faz parte dessa história – e sou grata por isso. Grata por sua presença em minha vida, grata por sua participação nesse enredo, grata por me permitir contar uma história baseada em uma virtude que eu tanto prezo e admiro.
      Que 2016 possa trazer muitos pontos para você conectar. E que você possa conectá-los de tal forma que sua história fique cada vez mais plena e significativa.

       Em gratidão e harmonia, Adriana Müller. 

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Dia 12 de Outubro e suas Graças


Dia 12 de outubro é um dia especial, em vários aspectos. Explico.
      
      Hoje, aqui no Brasil, se comemora o dia da criança - de todas as crianças. Inclusive aquela que existe dentro de você, querendo sair para brincar, se divertir, ver a vida na sua mais bela simplicidade. Dia da criança que está ao seu lado, querendo o seu olhar, a sua mão, o seu convite para mais uma aventura. O dia está começando: deixe as crianças se encontrarem!
       A palavra criança tem a mesma origem da palavra criação e criatividade. Quando as crianças se encontram, nasce um ambiente de pura novidade, no qual muitas coisas são possíveis: virar pirata ou princesa, descobrir tesouros nas conchas do mar, colher poderes mágicos nas frutas do pomar, acreditar que sua bicicleta tem asas mesmo sem ter assistido ao filme ET.... Vamos manter a essência da criança – criar – em nós e com elas. Afinal, brincar e vínculo tem a mesma raiz – o que é autoexplicativo! Brinque, crie vínculos, crie, crianceie muito hoje! E amanhã. E nos próximos amanhãs também! Afinal, ser criança é acreditar no amanhã.
       Hoje, também, é dia de Nossa Senhora de Aparecida – padroeira do Brasil. Para os católicos, Nossa Senhora é um ser muito especial: aquela que cuida e intercede por nós junto ao Pai. Mas, penso que mesmo aqueles que não são católicos e, portanto, não acreditam em Nossa Senhora, reconhecem o poder da mãe. Mãe é quem ama, quem cuida e protege, quem acalenta, quem nutre, quem lê nossos pensamentos, quem está lá mesmo depois que se foi.... Mãe é quem pratica a maternagem no seu grau mais belo. O que, então, inclui o pai também! Porque maternar é cuidar, proteger, nutrir, acalentar... talvez os pais não saibam muito bem essa coisa de ‘ler pensamentos’, mas sabem estar presentes mesmo depois de ausentes.... Porque também sabem ‘maternar’. Assim, sendo você católico ou não, que esse dia seja um momento, também, de conexão com a beleza presente na força materna.
       E, como se não bastasse essa linda conexão e sincronia entre o dia da Mãe e o dia da Criança, descobri que, neste dia 12 de outubro de 2015, no Canadá, é dia de Ação de Graças. Dia de agradecer toda a colheita do ano, de agradecer as bênçãos recebidas, de agradecer as dádivas com as quais fomos presenteados. Dia de demonstrar nossa gratidão à vida por sua maternagem conosco, dia de deixar nossa criança interior se aconchegar nos braços acolhedores da Providência que sempre nos presenteia – e à qual somos gratos. Dia de agir em gratidão, em Ação de Graças.

       De uma única vez, três motivos para a gente fazer desse dia 12 de Outubro um momento muito especial. Por isso desejo que você viva hoje em sintonia com a Gratidão, com a Mãe e com a Criança. E, assim, seja muito feliz! 

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Eu conheci um peregrino

       Eu conheci um peregrino. Não é todo mundo que tem a chance de viver um encontro destes. Por isso digo com certa dose de orgulho: eu conheci um peregrino.

    Não esbarrei nele por acaso. Uma neblina pesada atrapalhava a sua caminhada e ele estava confuso... Ele chegou cansado, eu diria até que chegou exausto. E me ensinou muito sobre a vida e o ato de peregrinar. Ele me ensinou a importância da estratégia em vários aspectos da vida. Me ensinou a olhar a beleza que existe em paisagens, em construções, nas pessoas, nos detalhes que escapam a um olhar desatento. Ele me ensinou que é possível desmontar o medo com frases e atitudes coerentes: certa vez, na praia, o medo veio lhe fazer companhia e lhe falar de coisas que ficaram para trás no tempo ou que eram fruto da imaginação (medos costumam ser muito criativos, apesar de pouco originais!). Pois o peregrino tentou desviar a atenção para a paisagem e a beleza que o rodeava naquele momento. Mas o medo não desistiu e o ameaçou de morte (ah! Trágica e mesquinha estratégia do medo...). Neste momento, o peregrino olhou o medo nos olhos e lhe disse com muita convicção: “pois veja que vou morrer admirando uma bela vista!”. Desarmou o medo. Destruiu a chantagem do medo. Soube resgatar a sua vida das mãos do medo: “me devolve a minha vida porque você não sabe cuidar dela! Eu sei fazer muito melhor!”.
     Mas, como eu dizia antes, quando o conheci, ele estava exausto. Sua caminhada tinha sido longa, por todos os continentes do planeta e quase todos os países que a humanidade conseguiu criar construindo fronteiras invisíveis (e, em alguns casos, bem visíveis!). Sua caminhada havia sido longa e desafiadora!  E começou cedo, muito cedo... Eu poderia até dizer que seu primeiro choro, ainda na maternidade, foi o nascer do peregrino; que seus primeiros passos  foram estimulados pela certeza de que caminhar era preciso; e que sua busca pela beleza nasceu da falta dela no olhar de quem olhava (ou deveria olhar) por ele. Pressionado desde sempre, o peregrino forjou sua alma e construiu sua fortaleza interior. Descobriu virtudes que lhe servem de bússola – honestidade, amizade, estratégia, determinação, meta, beleza, persistência, entre tantas outras – e virtudes que luta para que sejam mais do que belas palavras – respeito, cuidado, carinho, família, afeto...
     Uma força interior o impulsiona a seguir, como se lhe dissesse o tempo todo: “Vá em frente! Vá, enfrente!”. E assim ele fez: seguiu em frente, enfrentando desafios os mais diversos e descansando em lugares os mais variados. Peregrino que é, andou muito em busca de respostas... Andou, andou, andou e chegou naquele ponto da jornada que os peregrinos conhecem bem: o momento de ouvir o seu coração. Não mais ser guiado pela lógica ou pelo impulso de seguir em frente, mas poder ouvir seu coração.
     Foi neste momento que conheci o peregrino. Seu coração falava alto, gritava, chorava, queria ser ouvido. Contava histórias de passados distantes e sonhos de futuros incertos. Mostrava suas feridas – e como elas doíam! E apontava com desconfiança para o medo – esse infeliz parasita que insistia em caminhar ao lado do peregrino e atrasar a sua jornada.
    Seria o peregrino capaz de lidar com tantas coisas ao mesmo tempo? Nem ele mesmo sabia. Mas, aquele que nasce peregrino, tem espírito livre e a alma cheia de horizontes. Logo ele se recuperou, ouviu seu coração, cicatrizou as feridas, retomou sua força, protegeu seu coração, deixou de lado as histórias que pesavam e levou somente aquelas que são essenciais – as que são leves e simples. Respirou fundo, planejou sua jornada, levantou-se. Já não estava frágil, nem exausto. Estava renovado, renascido. Era ainda um peregrino, mas em novo estágio de vida: um peregrino que sabe ouvir seu coração. Um peregrino que equilibra ação e emoção. Podia seguir viagem.
     E, quando a neblina passou, o caminho voltou a se abrir à sua frente. Despediu-se daqueles que ele ama. Despiu-se daquilo que não mais lhe serve. Envolveu-se de leveza e projetos. E seguiu o seu caminho.

    Quando voltarei a vê-lo? Só o tempo sabe... Por hora, sinto-me grata à vida por ter-me dado a chance de conhecer um peregrino – e aprender com ele. E, envolvida em gratidão, vou tecendo a esperança de que ele continue construindo sua história como sempre fez: com ética e estética.

Este texto é uma homenagem a um amigo peregrino - Flávio Correa. E, também, uma homenagem aos meus tantos amigos peregrinos que têm o espírito livre e a alma cheia de horizontes Eles e elas andam pelo mundo porque sabem que a vida é uma jornada e que os encontros são sempre um presente. Bom caminho, peregrinos!


I've met a pilgrim

I’ve met a pilgrim. Not everyone has the chance to live such a moment. Somewhat this might explain how proud I am to let you know that I’ve met a pilgrim.

This was not a chancy meeting. A heavy mist was all around him, making his journey a bit more complicated and bewildering… He was really tired, actually, he was exhausted. Even so, he taught me a lot about life and the art of pilgrimage. He showed me the relevance of strategy in many aspects of life, and, furthermore, he taught me how to see beauty all over: in landscapes, buildings, people, in the tiny details that may go unnoticed with inattentive eyes.

He taught me that anyone can dismantle fear with coherent sentences and attitudes: once he was on the beach and fear came to haunt him, telling him things that were left way behind in the past and also puzzling him with vivid imagination (fear can be very creative although not always original!). So the pilgrim looked at the landscape and at the beauty that surrounded him at that moment. The fear did not give up and threatened him with death (Oh! Tragic and mean strategy of Fear..). Right there and then, the pilgrim looked deep inside Fear’s eyes and said in confidently: “Well, at least Death will find me admiring a great view!”. Fear was weakened. He deconstructed Fear’s blackmail and learned a way to take his life from Fear grip and back into his own hands: “give my life back to me! You’re not able to take care of it – I can do better!”

But, as I was saying, when I met him, he was exhausted. His pilgrimage had been very long: he had travelled all continents of the planet and almost every country that humanity had been able to create by building invisible (and some quite visible!) borders. His journey had been long and challenging! And it had started very early in his life...I could even say that his first cry at the hospital upon being born marked the birth of the pilgrim; that his first steps responded to the certainty that walking was necessary; and that his search for beauty was born from the lack of it in the eyes of those who looked (or should look) after him. Under pressure since an early age, the pilgrim forged his soul and built his inner fortress. He found virtues that have guided him as a compass – honesty, friendship, strategy, determination, goal, beauty, and persistence, among many others – and virtues that have been more than nice words – respect, care, love, family, affection…

An inner force drives him ahead as an inner mantra:  “Move ahead, Go face it!”. And so he did: he went ahead, facing many challenges and resting in many places. Being a Pilgrim, he looked for answers. He walked miles and miles and got to this point in his journey the pilgrims know only too well: the moment to listen to his heart. Not to be guided by logic nor by the instinct to go ahead, but to be able to listen to his heart. 

It was at this moment that I met the pilgrim. His heart was screaming “out loud”, crying hard, willing to be heard. He used to tell me stories of a time long gone, and of uncertain futures dreams. He showed me the scars – and they still hurt! He pointed at Fear with skepticism. Fear: this unfortunate parasite that insisted on walking alongside and the pilgrim was often lagging behind.

Would the pilgrim be able to deal with so many things at the same time? He didn’t know it himself. But once born a pilgrim, his spirit is free and his soul has many horizons. Soon he got better, heard his inner voice, healed his wounds, garnered his strength, and protected his heart.  He also left behind all the stories that were a burden to him, and took only those which were essential – the light and simple ones. He was renewed, reborn. He was still a pilgrim, but in a new stage of his life: a pilgrim that knows how to listen to his heart. A pilgrim who has learned how to balance action and emotion. Now he could go on his journey. 
And, as the mist lifted, his path was clear ahead once more. He said good bye to the ones he loved. He threw away useless things. He shrouded himself in lightness and projects. And he moved forward.


Will I ever see him again? Only time will tell…For now, I am grateful to life that has given me the chance to meet a pilgrim – and learn with him. And, filled with gratitude, I look forward to his writing – and living – his own story as he has always done: with ethics and aesthetics.

This text was written honouring a pilgrim friend: Flávio Correa. Hope he'll continue sharing the beauty he sees all over!

NEW YEAR’S MESSAGE


By Adriana Müller (Dec, 2014)

The gateway to 2015 is open. And if you look carefully you will see that the Great Weaver has done an amazing work: a light web fills the entire passage way to ensure that each of us gets into 2015 renewed.

Legend says that the Great Weaver weaves, with threads of light, several filters that clean our thoughts and feelings, ensuring that our actions are more aligned with the divine purpose.

Therefore, in order to fulfill our mission during this brand new year, before passing through the gateway take your time and think about this last year: what was good or bad, what skills and abilities you had to access along these past days and months. Be thankful for the opportunity you had to learn more and more.

Then, look ahead and set your goals for this coming year. Dreams have the power to make us move forward! And 2015 is full of dreams waiting to come true: dreams of Peace, Brotherhood, Togetherness, Hope, Dignity ... Dreams that are only waiting for our actions to leave the world of ideas and find their place in the real one. What dreams do you want to achieve?

Finally, let the filter of the Great Weaver sort out things that are useful for your walk from everything that is old and can slow you down. Then it’s time to thank this helping hand, to take your first step into 2015, and to continue your journey towards the accomplishment of your mission: making dreams come true.


quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Um portal para 2015

O portal para 2015 já se abriu. E, se você olhar com atenção, verá que a Grande Tecelã já fez o seu trabalho: uma teia de luz preenche toda a passagem para garantir que cada um de nós entre em 2015 renovado.


Conta a lenda que a Grande Tecelã tece, com fios de luz, diversos filtros que limpam pensamentos e sentimentos, garantindo que nossas ações estejam mais alinhadas com o propósito divino.

Assim, para que possamos cumprir nossa missão neste novo ano que começa, antes de passar pelo portal faça uma reflexão sobre o ano que passou: o que aconteceu de bom, de ruim, quais habilidades e competências você teve que acessar ao longo destes dias e meses. Agradeça pela possibilidade de aprender.

Então, olhe para frente e trace sua meta para esse ano que se aproxima. São nossos sonhos que nos movem para frente! E 2015 está repleto de sonhos para serem realizados: sonhos de Paz, de Fraternidade, de União, de Esperança, de Dignidade... Sonhos que esperam somente nossas ações para deixarem o mundo das Ideias e encontrar seu lugar no real. Qual sonho você pretende concretizar?

Finalmente, deixe que o filtro da Grande Tecelã separe aquilo que será útil para sua caminhada de tudo o que está velho e poderá te atrapalhar. Agradeça a ajuda dela, dê seu primeiro passo em 2015 e continue sua jornada rumo ao cumprimento de sua missão de transformar sonhos em realidade.

Essa é a minha mensagem de Ano Novo para todas as pessoas. Foi escrita com muito carinho e segue com os votos de felicidades. 
Em fraternura, Adriana Müller.


terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Eu conheci um peregrino.

Eu conheci um peregrino. Não é todo mundo que tem a chance de viver um encontro destes. Por isso digo com certa dose de orgulho: eu conheci um peregrino.     

Não esbarrei nele por acaso. Uma neblina pesada atrapalhava a sua caminhada e ele estava confuso... Ele chegou cansado, eu diria até que chegou exausto. E me ensinou muito sobre a vida e o ato de peregrinar. 

Ele me ensinou a importância da estratégia em vários aspectos da vida. Me ensinou a olhar a beleza que existe em paisagens, em construções, nas pessoas, nos detalhes que escapam a um olhar desatento. 
Ele me ensinou que é possível desmontar o medo com frases e atitudes coerentes: certa vez, na praia, o medo veio lhe fazer companhia e lhe falar de coisas que ficaram para trás no tempo ou que eram fruto da imaginação (medos costumam ser muito criativos, apesar de pouco originais!). Pois o peregrino tentou desviar a atenção para a paisagem e a beleza que o rodeava naquele momento. Mas o medo não desistiu e o ameaçou de morte (ah! Trágica e mesquinha estratégia do medo...). Neste momento, o peregrino olhou o medo nos olhos e lhe disse com muita convicção: “pois veja que vou morrer admirando uma bela vista!”. Desarmou o medo. Destruiu a chantagem do medo. Soube resgatar a sua vida das mãos do medo: “me devolve a minha vida porque você não sabe cuidar dela! Eu sei fazer muito melhor!”.

Mas, como eu dizia antes, quando o conheci, ele estava exausto. Sua caminhada tinha sido longa, por todos os continentes do planeta e quase todos os países que a humanidade conseguiu criar construindo fronteiras invisíveis (e, em alguns casos, bem visíveis!). Sua caminhada havia sido longa e desafiadora!  E começou cedo, muito cedo... Eu poderia até dizer que seu primeiro choro, ainda na maternidade, foi o nascer do peregrino; que seus primeiros passos  foram estimulados pela certeza de que caminhar era preciso; e que sua busca pela beleza nasceu da falta dela no olhar de quem olhava (ou deveria olhar) por ele. Pressionado desde sempre, o peregrino forjou sua alma e construiu sua fortaleza interior. Descobriu virtudes que lhe servem de bússola – honestidade, amizade, estratégia, determinação, meta, beleza, persistência, entre tantas outras – e virtudes que luta para que sejam mais do que belas palavras – respeito, cuidado, carinho, família, afeto...

Uma força interior o impulsiona a seguir, como se lhe dissesse o tempo todo: “Vá em frente! Vá, enfrente!”. E assim ele fez: seguiu em frente, enfrentando desafios os mais diversos e descansando em lugares os mais variados. Peregrino que é, andou muito em busca de respostas... Andou, andou, andou e chegou naquele ponto da jornada que os peregrinos conhecem bem: o momento de ouvir o seu coração. Não mais ser guiado pela lógica ou pelo impulso de seguir em frente, mas poder ouvir seu coração.   

Foi neste momento que conheci o peregrino. Seu coração falava alto, gritava, chorava, queria ser ouvido. Contava histórias de passados distantes e sonhos de futuros incertos. Mostrava suas feridas – e como elas doíam! E apontava com desconfiança para o medo – esse infeliz parasita que insistia em caminhar ao lado do peregrino e atrasar a sua jornada.     

Seria o peregrino capaz de lidar com tantas coisas ao mesmo tempo? Nem ele mesmo sabia. Mas, aquele que nasce peregrino, tem espírito livre e a alma cheia de horizontes. Logo ele se recuperou, ouviu seu coração, cicatrizou as feridas, retomou sua força, protegeu seu coração, deixou de lado as histórias que pesavam e levou somente aquelas que são essenciais – as que são leves e simples. Respirou fundo, planejou sua jornada, levantou-se. Já não estava frágil, nem exausto. Estava renovado, renascido. Era ainda um peregrino, mas em novo estágio de vida: um peregrino que sabe ouvir seu coração. Um peregrino que equilibra ação e emoção. Podia seguir viagem.      

E, quando a neblina passou, o caminho voltou a se abrir à sua frente. Despediu-se daqueles que ele ama. Despiu-se daquilo que não mais lhe serve. Envolveu-se de leveza e projetos. E seguiu o seu caminho.      

Quando voltarei a vê-lo? Só o tempo sabe... Por hora, sinto-me grata à vida por ter-me dado a chance de conhecer um peregrino – e aprender com ele. E, envolvida em gratidão, vou tecendo a esperança de que ele continue construindo sua história como sempre fez: com ética e estética.

Este texto foi escrito em homenagem a um amigo peregrino. Que ele continue nos presenteando com a beleza que ele enxerga no mundo! 

sábado, 18 de janeiro de 2014

Quando o Amor se manifesta

       Acima de todas as coisas está Deus, pura Luz e puro Amor. Nós somos suas criaturas queridas, habitantes do planeta Terra e responsáveis, cada um de nós, por cumprir uma missão dentro do Plano Divino. Não nascemos em vão e não podemos morrer sem realizar nossa tarefa – ela é nosso compromisso com Deus. Porém, muitas vezes, algo se coloca entre nós e Deus... São os problemas: barreiras que nos impedem de acessar nossos potenciais internos. Quando os problemas aparecem, algo em nós desaparece – e nos afastamos da Fonte.
       Quando estamos perto de Deus, sentimos alegria, plenitude, gratidão pela vida e percebemos cada pessoa como uma benção. Não existem dificuldades a serem superadas porque a energia de Deus nos envolve por completo e nos reconforta. Não dividimos o mundo entre certo e errado, entre culpados e inocentes, entre vítimas e vilões. Divisões desta natureza são manifestações dos problemas. Deus é uno e Nele tudo está integrado e convive em harmonia.
       Superar os problemas talvez seja o grande desafio da nossa experiência terrena. Sermos maiores do que o orgulho, a inveja, a tristeza, a culpa e tantos outros nomes que caracterizam o problema para podermos, efetivamente, cumprir nossa missão: demonstrarmos a integridade dos filhos de Deus.
      Para isso é fundamental entender que os problemas são externos a nós. Somos mais do que os problemas – somos filhos de Deus. Resgatar nossa condição divina significa nos conectar a nós mesmos e àquilo que orienta as nossas ações: nossos princípios e valores. Quando fazemos isso, automaticamente nos alinhamos com Deus e podemos realizar nossa missão aqui na Terra.
       Esse alinhamento não anula os problemas, que continuam a nos acompanhar, esperando a primeira oportunidade para entrar novamente em nossas vidas. Porém, quando nos fortalecemos contra o problema, ele adquire a sua dimensão exata: inferior a nós. Somos superiores ao problema porque somos filhos de Deus!

       Deus age através de nós e não através do problema. Quando você é superior ao problema e se conecta consigo mesmo e com o Amor, Deus pode agir. E realiza milagres!

Este post é dedicado a uma moça que permitiu que o Amor fosse maior do que o problema. Sou testemunha dessa história de Amor, superação e ação de Deus. Minha gratidão a essa família!

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

A sua mochila

       















       Chegamos ao fim de mais um ano. Caminhamos durante 365 dias e teremos à frente mais outro percurso de igual tamanho. Por isso, agora, é hora de descansar e refletir. Parar um pouco, sentar-se em um lugar calmo, respirar sem pressa, admirar a paisagem desse 2013 que está por terminar.
       
       Todo peregrino sabe o quão importante é saber a hora de parar e a hora de recomeçar. Isso garante o sucesso da jornada. Além, é claro, do peso da mochila que se leva às costas! Aliás, como está o peso que você anda carregando por aí? Será que não é hora de trazer mais leveza à sua vida? Aproveite esse momento para olhar a sua mochila... essa mesma na qual você coloca tudo o que lhe acontece. Veja quantas coisas pesadas estão aí dentro, ocupando espaço e te sobrecarregando. Será que vale a pena começar 2014 com esse peso extra? Ou está na hora de deixar isso para trás e aliviar a sua caminhada?

       Entre no Ano Novo com leveza! Deixe na sua mochila aquilo que realmente importa e não pesa: as pessoas queridas, as boas lembranças, as músicas que marcaram a sua vida, os valores que te impulsionam a seguir, as histórias que te fazem rir e que enchem seu coração de alegria e paz...  Encha a sua mochila com o essencial: simplicidade e muita leveza. E aproveite bastante a sua jornada em 2014! Feliz caminhada!

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Nascer

Astrônomos ficam maravilhados quando presenciam com seus telescópios super potentes o nascimento de uma estrela - algo raro e, por isso mesmo, cercado de aplausos da comunidade científica.

Obstetras mais sensíveis (ou seriam, sensitivos?) relatam emocionados a energia que sentem envolvendo o neném no exato momento em que ele vem ao mundo - algo sem explicação científica, mas tão forte que não passa despercebido.

Biólogos costumam publicar, animados, as descobertas que fazem de uma nova espécie. Quase sempre são exemplares que já existiam na natureza há séculos, porém a notícia sempre soa como um nascimento: naquele momento nasce uma nova espécie para a humanidade.

Todas as Ciências mencionam, de uma forma ou de outra, momentos mágicos e especiais como se fossem 'nascimentos'. E essa relação é correta e adequada.

Hoje eu presenciei um nascimento. Como não sou astrônoma, não foi de um estrela - apesar do que, o brilho que vi era o de muitas estrelas piscando. Também não sou obstetra - ainda bem, eu diria, pois eu vi nascer uma mulher de 19 anos. E, não sendo bióloga, não se trata de uma nova espécie, mas de um aprimoramento do que sempre foi.

Sou psicóloga e hoje eu vi uma mulher nascer: saiu criança, de pernas pro ar e cabeça buscando ver o mundo de outro jeito. Voltou madura, conectada a si mesma e alinhada com seus propósitos. Nasceu!

E, como todos os meus colegas cientistas, isso me deixa maravilhada. Saber que podemos nascer tantas vezes durante a nossa existência é um presente da Vida. Amadurecer, nos tornarmos mais "eu", nascer para nós mesmos - é uma realidade possível que torna a história de cada um ainda mais bela. Assim como essa história é Bella.

Esse texto é em homenagem ao nascimento da Bella - mais um entre tantos que ela haverá de viver -, porém, o primeiro que eu presenciei. Pura emoção! Como em todo nascimento.


segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

2013: Círculo ou Espiral?


       31 de dezembro chegou. Mais um ano termina e, com ele, fechamos um ciclo. Hora de fazer um balanço de tudo o que fizemos e vivemos para, então, podermos seguir em frente e receber o ano novo de braços abertos.
       Porém, um detalhe é fundamental nesse momento de análise do ano que termina: a nossa atitude pode fazer com que o ano novo seja um círculo ou uma espiral.
       Círculos começam e terminam em um mesmo ponto. Completam o circuito, mas ficam fechados em si mesmos. Repetem-se infinitamente, sempre seguindo o mesmo padrão.
       Espirais mudam de perspectiva na hora de completar o ciclo e abrem-se para novas possibilidades. São crescentes, voltadas para o alto, sempre buscando o aperfeiçoamento.
       2012 chega ao fim. E você: fará de 2013 um círculo ou uma espiral?


Que 2013 chegue até você abençoado. E que cada um de nós possa fazer dele uma linda espiral de Luz e Prosperidade. FELIZ ANO NOVO!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Um tributo à vida



“Se o tempo não é tempo de colher
bem pode ser tempo de semear -
uma é a alegria de ver nascer
mas igualmente belo é o prazer de engravidar.”


Gravidez – mágica transformação da mulher em mãe. Momento em que todas nós temos a chance de render um tributo à vida.
        Período em que ficamos pensando no valor da vida enquanto ela mesma se processa em nosso ventre. E vemos a esperança crescer junto com a barriga: esperança num mundo melhor, mais justo, fraterno e onde a felicidade encontre um lugar seguro para florescer. Afinal, sabemos que é nossa hora de semear.
        A vida que tanto nos dá merece, em retribuição, que coloquemos no mundo pessoas que farão deste um lugar melhor de se viver. E, assim, rendemos um tributo à vida.
Que todas nós – mulheres transformadas em mães – possamos abraçar nossos filhos com a certeza de que eles são nosso legado à humanidade: as sementes de um mundo melhor.

Escrevi esse texto em 19/05/2001. Publico aqui em homenagem à minha prima Ana Luiza e ao Pedro que estão grávidos. É o momento deles renderem um tributo à vida. 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Mensagem de Natal


Sonhei....
Nesse sonho eu via o planeta Terra, bola azul dançando ao redor do Sol, envolvida em Luz e energia do Astro Rei.
Mas, nosso pequeno e querido planeta não estava muito bem. Estava sem brilho e sem energia, como filho quando fica doente.
De repente o planeta foi envolvido por um lindo manto, todo feito com diferentes tipos de tecido, das mais diversas cores e texturas. Era um manto de proteção e cuidado que aconchegou o planeta e fez com que ele se recuperasse.
De que era feito aquele manto bendito? Das mais belas qualidades individuais.
O planeta passa por um momento delicado em sua existência, mas há pessoas que podem ajudar! Elas carregam em si uma energia especial, que aparece em forma de virtude ou qualidade. Cada uma tem a sua, como os tecidos daquele manto. Juntas, formam uma bela parceria. Parceria em prol da Vida.

Você poderá pensar: - Mas eu sou apenas um retalho... um pequeno tecido com algumas qualidades... como eu posso ajudar?
E Ele lhe dirá: - Era apenas uma pequena manjedoura... mas era tudo o que eu precisava naquela noite Santa!

Sim, você é importante! Independente do seu tamanho ou da proporção do que você faz. VOCÊ é importante! As suas qualidades são únicas e especiais. Elas fazem a diferença no mundo e na vida das pessoas que convivem com você.
Coloque essas virtudes em prática. Vamos, juntos, criar um belo manto protetor!

                                                           Adriana Müller – Dez/2012

O Natal se aproxima e, logo em seguida, fechamos o ciclo de 2012.
Tempo de reflexão e de compartilhar nossas mais belas vibrações.
Essa é uma mensagem que escrevi para esse tempo.
Que ela possa falar ao coração de cada um e reforçar as virtudes e qualidades individuais.
Sim, cada um é importante, porque único.
E, em nossa unicidade, podemos fazer a diferença no mundo.

Felicidades!

                                                                      


quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Quando os pais dão a luz


     O momento do nascimento é também chamado de 'dar a luz'. Veja que interessante: dizemos que a mãe 'deu a luz'. O foco do nascimento não está na criança, mas sim na mãe. Porque o nascimento é um processo que envolve criança e mãe. É a criança que nasce, mas a mãe lhe dá a luz.
     Esse fato tão corriqueiro evoca uma bela metáfora: pai e mãe são como chamas acesas. Quando a chama de uma vela está apagada, você aproxima uma vela acesa e a chama reaviva. E, de forma muito especial, a chama da vela não se apaga nem diminui. Ela acende a outra vela sem perder o seu brilho. Ela dá a luz – assim como as mães, assim como os pais.
   Pais e mães dão a luz quando pegam aquilo que eles tem de mais precioso e compartilham com seus filhos. Quando repartem com seus filhos histórias vividas, momentos especiais, valores que direcionam a vida, sentimentos que nutrem o espírito, elogios que impulsionam a seguir em frente. Pais e mães dão a luz quando repartem com seus filhos aquilo que lhes é mais precioso: o sentido da vida.
     Mas, assim como as velas, é necessário estar bem próximo para poder compartilhar a luz – e é preciso ter a intenção de dividir. Velas que simplesmente ficam lado a lado não compartilham sua chama. Apenas brilham juntas e iluminam mais. Para compartilhar a chama é necessário proximidade e intenção.
     Assim também é com os pais e as mães. Não adianta simplesmente estar junto dos filhos todos os dias. Isso faz com que as chamas individuais brilhem juntas, mas, para compartilhar as chamas, é necessário que os pais estejam próximos e queiram transmitir aquilo que é importante e bom.
     E, finalmente, se as velas ficam muito juntas elas podem se queimar e, ao invés de compartilhar a chama, elas derretem a base uma da outra. Assim também é com os filhos. Devemos compartilhar nossa chama com eles, mas permitir que eles tenham a sua própria individualidade, que sejam eles mesmos. Caso contrário, estaremos derretendo sua base e eles poderão cair a qualquer momento.
     Tenho ouvido relatos de filhos e filhas que são gratos aos seus pais por manterem acesa neles a chama. Quando eles ficam tristes e desanimados, quando ficam doentes, quando se envolvem em situações complicadas, quando sentem-se perdidos e sem referências sobre o que fazer e para onde ir... Nessas horas os pais aparecem para ‘dar a luz’, para compartilhar a chama deles e fazer reviver a chama dos seus filhos.
     Esse é o maior presente que podemos dar aos nossos filhos: dar a luz. E essa é uma tarefa que requer atenção aos comportamentos, proximidade para perceber os sinais e a intenção de compartilhar o que temos de melhor com aqueles que, depois de nós, continuarão mantendo viva a chama. 

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Sugestão de curso

Segue abaixo uma sugestão de curso em prática narrativa.
Não podemos impedir que a doença crônica chegue, mas podemos aprender como lidar com ela, como utilizar nossos recursos internos e nossas redes de apoio para conseguir conviver com essa visita inesperada. É sobre isso que Ana Luiza Novis e Lúcia Helena Abdalla irão conversar.
Venha construir narrativas que façam a diferença!